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O ex-prefeito de Potiretama, Luan Dantas Felix, foi colocado em liberdade na última quarta-feira (19) após ser cumprido um alvará de soltura em favor dele. Luan estava preso por suspeita de ligação com uma facção criminosa e incendiar a fazenda de um rival político dele. O ex-gestor municipal também era investigado por homicídio, mas foi impronunciado pela Justiça.
O ex-prefeito foi preso em abril de 2025, em uma operação da Polícia Civil, suspeito de integrar uma facção criminosa. Ele era apontado como mandante de um incêndio na fazenda de um advogado no município de Alto Santo. Ele foi condenado pelo crime em setembro do ano passado.
A cassação de Luan foi aprovada pela Câmara Municipal de Potiretama em novembro de 2025, dois meses após a condenação. A ex-vice dele, Solange Mary Holanda Campelo Balbino, foi eleita para o Executivo municipal após eleição suplementar março de 2026.
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Conforme o processo, que o g1 teve acesso, o incêndio na propriedade do advogado ocorreu em 28 de maio de 2024, ocasionando a destruição de portas, janelas, móveis e eletrodomésticos do imóvel. Após o incêndio, a Perícia Forense (Pefoce) realizou uma vistoria no local e constatou o uso de óleo diesel, substância inflamável que pode ser empregada como acelerante de incêndios.
“No processo de incêndio ele ainda recorre da decisão que o condenou e já está em cumprimento provisório da pena no regime aberto, porém estava preso preventivamente por esse processo [homicídio]”, explicou o advogado Pedro Neto, que representa a defesa de Luan Dantas.
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Luan Dantas Felix, ex-prefeito de Potiretama, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução
Quando já estava preso, um mandado de prisão pelo crime de homicídio foi cumprido contra o ex-prefeito. O crime ocorreu no dia 16 de janeiro de 2024, quando Alyson Soares de Moura, conhecido como “Lalinha”, foi assassinado no Sítio Riacho Seco II, na entrada do Assentamento Padre Leonardus, zona rural de Potiretama.
Pelo homicídio, o Ministério Público ofereceu denúncia contra sete suspeitos e pediu que eles fossem levados ao tribunal do júri; foram eles:
No entanto, a Justiça decidiu não pronunciar (ou seja, não levar a julgamento) três denunciados: Antonio Robério, Felipe e Luan. Os outros quatro foram pronunciados e serão levados ao tribunal do júri.
“Encerrada a instrução e realizado o exame individualizado do conjunto probatório, não foram reconhecidos indícios suficientes de autoria ou participação dos referidos acusados no crime doloso contra a vida”, disse a Justiça sobre os três impronunciados.
Segundo a tese acusatória, a vítima teria sido vista, momentos antes do crime, na companhia dos denunciados Felipe Lima Lucena e Lucas Bezerra Nogueira. A denúncia atribui a:
Eles eram apontados como membros de uma organização criminosa. O Ministério Público denunciou o grupo por homicídio qualificado, mantendo, ainda, as imputações relativas aos delitos conexos (na prática da organização criminosa).
Com a decisão judicial, foram revogadas as prisões de Antonio Robério, Felipe e do ex-prefeito Luan Dantas. Não há confirmação se Antonio Robério e Felipe Lucena já estão em liberdade. Os outros quatro acusados continuam presos.
Por Samuel Pinusa, g1 CE