Como funcionava o esquema criminoso
As investigações, que incluíram relatórios de inteligência financeira e quebra de sigilo bancário, apontaram que o grupo criminoso era dividido em três núcleos:
- Político-administrativo: formado por agentes públicos responsáveis por facilitar a contratação das empresas e autorizar pagamentos irregulares;
- Empresarial: criava empresas de fachada e simulava concorrência em processos licitatórios;
- Operacional: era composto por “laranjas” que cediam contas bancárias para receber os valores desviados.
Conforme o Ministério Público, o grupo usava empresas de consultoria contábil para controlar o setor financeiro de órgãos públicos. Depois disso, eram simulados serviços em nome de pessoas ligadas ao esquema. Elas recebiam por atividades que deveriam ser feitas pelas empresas contratadas.
O dinheiro desviado era transferido diretamente para contas de terceiros, sem registro ou comunicação aos órgãos de controle. Em alguns casos, essas contas funcionavam como um “caixa rápido”, com saques feitos logo após o depósito do dinheiro público.
Além da condenação dos suspeitos, o MPCE pediu à Justiça a definição de um valor mínimo para reparar os prejuízos aos cofres públicos. O processo está sob sigilo.
Por Redação g1 CE





















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